terça-feira, setembro 18, 2001



Da origem das coisas

Nesse embate constante entre o determinismo e o destino, esse que mói e tritura todo dia as poucas certezas da gente, só escapa com um pouco de sanidade quem se manda e escapole pelas brechas traiçoeiras dessas duas engrenagens que vivem se atritando, onde uma afirma e diz que tudo já tá escrito e a outra logo responde que a escrita depende mesmo é do punho de quem escreve.

Minhas dúvidas se ampliam cada vez que penso nelas, pois se uma doutrina é pauleira a outra é puro pau, e cada fato concreto acrescenta nesse fato duas pitadas de cada complicando mais ainda esse babado todo e deixando todas duas como se fossem uma só. Parece até simbiose, mas na verdade não é, e quem se atreve a destrinchar os caminhos sinuosos do que determina ou destina termina é ficando lelé.

Daí qualquer coisa que na minha vida pinte, seja um desencontro ou amor ou outro evento qualquer apenas curto ou não, se for boa agradeço ao destino e ao determinismo também, e se for ruim eu esculhambo com os dois. Convicção é isso!