quinta-feira, setembro 27, 2001



Gostosa, balsâmica e necessária

Parida naquelas bandas da Grécia pela mitologia de lá, e espalhada pelo mundo pela compulsão fantasiosa e sincrética de navegadores e pescadores, a sereia incendiou a imaginação do povão masculino, virou uma quase-verdade e assumiu formas variadas, mas sempre derivadas da mulher. Num tratado de Histoire Naturelle publicado na França, no século 17, era descrita assim:

(...) Entre os moluscos há um peixe com rosto e seios de mulher, do tamanho de um novilho, cuja carne tem gosto de vaca. Dizem que seus dentes são um bom remédio para disenteria.(...)

Como se sabe, naqueles tempos a mulher tinha uma condição precária e passiva diante do macharal, que pra mim, de forma consciente ou subliminarmente, queria mesmo era dizer que a mulher além de ter sabor faz um bem danado ( pro corpo e pra alma também).