Tonteria
Que nem menino
vez por outra desatino.
sábado, março 31, 2001
quinta-feira, março 29, 2001
É um gás?
Nenhuma teoria sobre o amor, empírica ou cientificamente provada, dura mais que dez segundos. Tem quem diga que o amor pifa. Tem quem pense que ele se enquadra é na lei daquele lá, o Lavoisier, e apenas se metamorfoseia. Penso que quem quiser se aventurar em desvendar os meandros desse movediço terreno do amor vai é torrar os neurônios e perder tempo. Melhor mesmo é curtir sem procurar os porquês. Mas que ele se esvai, se esvai...por que, hein?
Nenhuma teoria sobre o amor, empírica ou cientificamente provada, dura mais que dez segundos. Tem quem diga que o amor pifa. Tem quem pense que ele se enquadra é na lei daquele lá, o Lavoisier, e apenas se metamorfoseia. Penso que quem quiser se aventurar em desvendar os meandros desse movediço terreno do amor vai é torrar os neurônios e perder tempo. Melhor mesmo é curtir sem procurar os porquês. Mas que ele se esvai, se esvai...por que, hein?
Crueldade e sacanagem
Saiu o resultado do mais recente censo da China. Um bilhão duzentos e sessenta e cinco milhões de almas acumuladas naquele canto do mundo. A maior concentração de gases e detritos humanos por metro quadrado neste sofrido planeta. Por si só isto já seria uma calamidade. Mas tem outras, e graves. Taí uma delas.
Para cada 100 mulheres tem 117 homens. Algumas mulheres podem até pensar: oba!!! Mas deviam era dizer êpa!! Esse desequilíbrio em vez de representar uma tendência genética revela mesmo é a discriminação cruel que relega a mulher à mesma condição de um animal que se descarta. Pois é, sob a alegação fajuta de se evitar o agravamento da superpopulação, a gravidez cujo feto é feminino é interrompida, como se a mulher fosse o centro do mal, tivesse o diabo no corpo e incitasse a fodelança geral, e tivesse a suprema capacidade de gerar sozinha os sacanas machos chineses.
Isso tudo num país cujos fundamentos são a igualdade, fraternidade e oportunidade para todos. É por coisas assim que o socialismo tá indo pras cucuias.
quarta-feira, março 28, 2001
terça-feira, março 27, 2001
sábado, março 24, 2001
sexta-feira, março 23, 2001
Errático
Se meu faro é fraco o meu tino é mais ainda.O bicho é mixo. Intui pouco e erra sempre. E confuso mistura tudo, confunde feitiço com religião, mistura destino com desatino, acaso com coincidência, astrologia com outras manias, e pensa que a única matemática que existe é a euclidiana porque serve pra medir a terra como se ela fosse plana. E me faz verbalizar essa mixórdia toda para uma deusa no olimpo que sabiamente diz que de tudo isso o que existe mesmo é só a fé na vida. Como me faz de bobo este meu tino!!
quarta-feira, março 21, 2001
Já fui umas coisas na vida
Teve um tempo, longe, que tentei ser menestrel, desses que têm a ilusão que podem resgatar donzelas e rapunzéis. E tal qual um quixote doido pensava que todas elas eram prisioneiras de si mesmas, numa torre imaginária, cujos cabelos não cresciam e por isso não fugiam. Rodei mundo, quebrei a cara e aprendi que não se resgatam aquelas donzelas e rapunzéis que querem ser cativas de si mesmas. Nem as outras. Essas se resgatam por vontade própria. Mas tem as que dormem.
quinta-feira, março 15, 2001
terça-feira, março 13, 2001
sexta-feira, março 09, 2001
quinta-feira, março 08, 2001
terça-feira, março 06, 2001
Incubadora dos torquatos e capinans, cacasos e leminskis *
(Duas ou três coisas sobre eles quatro e mais uns e outras)
Taí uma pequena contribuição herética pra contrariar umas teses: naqueles anos pesados, de repressão brutal e descarada, uns partiram pro confronto belicoso e boca quente. Outros buscaram conforto na irreverência das palavras pra aliviarem a angústia e perplexidade de uma ambiência escrota e sufocante. Fizeram do underground um refúgio ideal. Era pauta principal de poetas e outros bichos. A expressão vinha em formato que cada qual escolhia, ou em haicais quebrados ou não, sem forma definida, sem métrica ou regra e em linguagem transgressora, anárquica e desmistificadora, mas acima de tudo versos prenhes de poesia. Acabou virando estilo.
(*Torquato Neto, Carlos Capinam, Antônio Carlos Brito e Paulo Leminski)
segunda-feira, março 05, 2001
Cinema, cinema
Ontem foi um dia maneiro. Revi uns curtas antigos, e dentre eles Les Mistons (Os Pivetes), do Truffaut, de 1958, em preto e branco, que eu tinha visto há uns duzentos anos num cineclube. Uma maravilha. Daí me dei conta de como o cinema perdeu a inocência, a pureza e a beleza simples. Daqui a pouco vai perder também o status de arte.
Rococó (qualé, malvadeza?)
O imperador da Bahia e grão-vizir do senado, aquele lá, o Toninho malvadão, tá no poder há tanto tempo e tão habituado a isso que não quer largar o osso, e não engole a derrota de seu candidato à presidência do senado e a conseqüente perda de um naco desse poder. Pois bem, o bicho tá cuspindo fogo, esculhambando o governo e dizendo que todo mundo é corrupto, ladrão e tal. Ele tá lá desde o começo, indicou seus cupinchas e diz que sabia das maracutaias faz tempo. Qualé a tua malvadão? Se sabia devia ter dito logo que soube. Não dá pra pintar agora como o cara mais honesto no meio dessa raça fuleira que são nossos políticos.
Mas o que me chamou a atenção foi o estilo rococó dele num artigo que escreveu ontem na Folha. Olhaí o que ele diz se referindo a alguns membros do governo: “...Pago, enfim, o elevado preço do pelourinho político por ter pedido o pelourinho moral para a súcia vulturina, porcina e murídea -três locuções adjetivas com que os latinistas brasileiros costumam designar os abutres, os porcos e os ratos- que há pouco se acercou do presidente da República...” Faltou dizer também em que espécie ele próprio se enquadra. Arre égua!!!
sábado, março 03, 2001
Matadora
Ela por fora é como água que serena corre.
Já por dentro é pura lava incandescente
e vai ligeiro do quase frio ao quente.
E como se fosse uma afiada faca
rudemente rasga e corta a carne viva,
e em seguida ternamente cura e cicatriza.
Aí a dor se reduz e ameniza
porque se por um lado ela mata
pelo outro afaga e ressuscita
sexta-feira, março 02, 2001
quinta-feira, março 01, 2001
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