sexta-feira, novembro 28, 2014

Inferência

A lógica
dos líricos
é lânguida


sábado, novembro 15, 2014

  De boteco  

           

Não há rito de passagem. O que há é apenas passagem. A ritualização é uma invenção humana pra amenizar o peso da certeza, até aqui, da finitude da vida.

sexta-feira, novembro 14, 2014

Cleptocracia?


                                            Crédito do desenho não explicitado por desconhecimento do autor

A abundância de 'malfeitorias' praticadas pelas gentes que detêm  o poder, em todos os níveis da administração pública, neste Brasil monumental, e nas cercanias desse poder, além dos delitos cometidos cotidianamente pela bandidagem organizada, dita comum, parece nos estar levando pra uma cleptocracia generalizada, onde o ladrão comanda o processo e a lógica da humanização se inverte.

Tá tudo indo pro beleléu, inclusive nós, meros cidadãos perplexos. A roubalheira é a regra, e aí fica difícil difundir valores fundamentais pras gerações futuras. O legado, nesse aspecto, é mais que triste, é desastroso.

O que fizeram, e estão fazendo, nesses tempos inglórios, com a Petrobras, é um crime de lesa-pátria, uma sacanagem com a nossa única empresa global. É absolutamente necessário que ela saia do domínio político-partidário para uma governança técnico-responsável e volte a ser o que sempre foi: um orgulho nacional.

É hora de mobilização popular, com muita barulho, para que a zoada das ruas espante os ratos que estão roendo esse patrimônio do povo.


Humanae



Somos assim: dessemelhantes! Somos coloridos, resultado da mestiçagem. Somos pardo, cafuzo e preto, mulato, amarelo e branco, vermelho, roxo e marron. As gentes são diversas nas cores, nos pensamentos, e é bom que seja assim,  mas a espécie humana é uma só. Será que pra perceber isso precisa ser no sopapo ou tranco?

A Brasileira Angélica Dass criou, fotografando pelo mundo, a Paleta das Cores Humanas. Um inventário extraordinário da variedade dos tons das nossas peles. Veja aqui





Dividindo gentes


Somos diferentes, pensamos diferentes, agimos diferente, mas somos um povo, com uma língua comum, identidade cultural diversa, dentro de uma pátria que acolhe a todos. Mas há quem queira nos dividir por ignorância ou estupidez, sede de poder ou tudo junto. É inconcebível que alguém que se insinue estadista diga tantas arneiras apenas por oportunismo. Foi o que se viu nessas eleições presidenciais. Um líder até aqui respeitado sujeitar-se ao papel sujo de detonar candidatos com mentiras, insinuações e babaquices. Não sei se funcionou, parece que sim, e o resultado está aí: 54 milhões de eleitores de um lado e 51 milhões do outro, e grande parcela de cada lado ressentida, pronta pra disparar farpas e dificultar a reconciliação.

O nós contra eles levado ao paroxismo, a biografia do Lula tisnada pela irresponsabilidade de um parlapatão criou esse ambiente de intolerância que tanto pode arrefecer como exasperar.