segunda-feira, outubro 29, 2001



Abracadabra

É uma luz e alumia, é um sinal traduzido em siga. É nossa sina sem rechaço.


Ambíguo amor

Dou esturros feito fera e ela diz que é murmúrio. Sou vendaval indomado e pra ela isso é brisa. Me lasco todo por dentro, exponho o que é visceral, estremeço, me encanto, digo que amo e que quero, detono eus indecisos pra sobrar só o decidido e mesmo assim refuga o afeto afirmando que é pouco. Aí eu me pergunto se não falta é concomitância lá e cá nesse querer.


sábado, outubro 27, 2001



Eus detonados

O avesso é um. O por dentro é outro, e tem mais uns. E talvez no fim apenas seja metade que com a outra soma mais. E meio forte meio frágil, solto, perdido no espaço sem certezas e muitas dúvidas, tenta com tanta fúria, coisa que nenhum tem, ser um só pra ser só teu.

sexta-feira, outubro 26, 2001



Feromônio

Gente e bicho tem muita coisa em comum no comportamento e libido e até nas sacanagens e artes das seduções e enganos. Um tempo atrás vi um documentário sobre bichos cujo nome era Pequenas Histórias de Amor. Me chamou atenção a dos insetos, pois sim , insetos esses tais que picam, ferroam e azucrinam, mas que por detrás disso tudo dão pinta que também amam .

A mais impressionante foi a das vespas. Como se sabe, a fêmea não tem asas (o que considerei profundamente injusto. A natureza também tem lá suas discriminações talibãs), e ela tem um imenso traseiro e anda pelo chão. Pra encontrar o macho procura uma haste pra subir, e lá em cima arrebita o tcham, solta o feromônio e enlouquece o bicho (onde ele estiver), que do jeito que vem no vôo, tchum, engata nela e saem voando (ele tem que pegá-la num ponto elevado, pois não consegue levantar vôo com ela a partir do chão), aí ela fica enroscada nele, bonitinha, durante cinco dias, na clássica posição papai e mamãe. A maior duração de transa contínua que já tomei conhecimento.

Eles fazem tudo engatadinhos, comem, bebem, se divertem. Achei interessante quando eles pousam assim numa folha que tem orvalho, ele bebe e afasta a cabeça pra ela beber também, num gesto aparentemente carinhoso. Aquilo é inteligência ou instinto? E rola uma paixão durante aqueles dias. Me ocorreu que o diretor (ou roteirista) de Nove e Meia Semanas de Amor se inspirou naqueles danadinhos.

Mas findo aquele período de louca paixão ele desengata e se manda em busca de outra, pois o único objetivo da vida do sacana é a reprodução, assim que nem acontece com outras espécies que tão lá na frente na cadeia da vida.

Daí penso que eu e certa pessoa somos bichos de uma mesma espécie cujo feromônio é a palavra e o fascínio que ela tem, e que impele um na direção de cada qual como inseto pra inseto.


quarta-feira, outubro 24, 2001



Par

Mistério há e muito nas metáforas todas, e somos isso, você e eu (e os outros com outros também) não mais que metafóricos seres, buscando saber de cada outro a essência de cada qual. E aos poucos os fragmentos de nossas almas surgem, caleidoscopicamente, e vão compondo devagarinho o modo, o modelo que cada um é. E se um se encaixa no outro então já se é quase um par.

Não circulo pelo espaço largo da premonição, e é sabido que o meu faro é fraco, e que a minha intuição é falha, mas ando pressentindo uma ensambladura iminente com aquela moça instigante.

segunda-feira, outubro 22, 2001



Rumo ao alvoroço

O tempo, nesses anos todos, e que não são tão poucos, me ensinou umas coisinhas, e dentre elas esta: quando o rebuliço se instala, não tem jeito, o próximo e inevitável passo conduz sempre ao alvoroço. E alvoroço no amor é raro, e nada a ele se equivale.

domingo, outubro 21, 2001



Rebuliço

Tem vez que chega suave e pouco a pouco ocupa espaço. Tem outras que galopeia e invade de supetão com grande voracidade. Não há regras que regule, que enquadre ou que segure o ímpeto que o amor tem, nem seus ardis e suas manhas, nem seus muitos paradoxos e todas suas estripulias. Aí ele deita e rola, se apodera, faz de você o que quer, deixa alegre, deixa bobo, e enquanto ali permanece usurpa feito um tirano o pensamento da gente e faz com que ele se ocupe e se ligue o tempo todo é na amada criatura. Porém parece que uma coisa é certa, chegando brando ou brusco o rebuliço que causa é semelhante ou igual.

E nem precisava ser assim tão sorrateiro e astucioso porque quase ninguém no mundo lhe oferece resistência, e as gentes todas do mundo tão querendo, na verdade, é encontrar um. Mas o grande barato é esse, esse de pintar sempre de forma diferente pra surpreender, encantar. Tem hora que o efeito explode é logo de imediato, mas tem outras que o resultado chega meio retardado.

E se você tá inquieto, vez em quando palpita tudo, o pulso dispara e freia, o pensamento vagueia e termina rumando prum rumo ali bem pra além de onde mora, e o riso escancara dentro e tenta conter ele lá, mas escapole espontâneo e os seus  lábios denunciam o que o avesso escondia, então desconfie, pois foi contagiado por esse tal rebuliço.



sábado, outubro 20, 2001



Exercício pra desenrolar a língua ( e o juízo)

Afago afeta como afeto afaga.

sexta-feira, outubro 19, 2001



Incantare

Toda mandinga enfeitiça pelo feitiço que tem, e sortilégio é mais que isso e encanta por outras vias. Tem o das porções maquinadas com desejos misturados em cafeteira ou pipeta, em folhas de formas cônicas, na concha da mão ou em cálice, onde os dedos são cruzados pra cristalizar as vontades. Diz o povo que dá certo, basta crer, ter muita fé.

Tem aqueles das palavras que dispensam ritual ou qualquer vaso, só carece enfileirar cada qual em seu lugar e elas se encarregam do ofício de encantar, independente de fé, ou de crença turbinada. Elas, as palavras, acariciam ou ferem com igual intensidade, enlevam ou magoam na mesma velocidade, daí que pra mim elas são o maior dos sortilégios.

Tem outros que maravilham pela forma, pela imagem que a retina retém, mas esses são enganosos porque seduzem por conta das formusuras e formusuras se sabe são efêmeras, quase sempre nunca duram.

Mas  há outros sortilégios, são tantos que ninguém sabe. Só sei que tem uns aí que nos atingem em cheio, por isso que vira e mexe o coração se alumbra e deixa assim nesse deslumbre encantado.


quarta-feira, outubro 17, 2001



Empatias

O tempo registra e prova que toda vez que se quis, por persuasão ou castigo, sufocar dentro dos outros, e também dentro de si, os manifestos quereres que as empatias provocam não se conseguiu debelar esses impetuosos impulsos porque nascem da avidez, e avidez parece que é autônoma.

Por isso se me pinta uma empatia eu abraço, e se tem alumbramento, aí eu reverencio pra não terminar amargurado, com os miolos fundidos por ter refugado o que o querer queria.


terça-feira, outubro 16, 2001



Pentelhos


Nas artes, nos jeito e nos trejeitos a França sempre foi imbatível. E sempre criou e exportou moda, inclusive nos costumes. E foi lá que surgiu, por volta de 1750 a moda de enfeitar os pentelhos do mulherio com muitos laços de fitas coloridas, numa profusão de cores que transformava os púbios pêlos em pequenas obras de arte.

As fidalgas européias logo aderiram o que provocou o surgimento de um profissional sofisticado: o enfeitador de boçanha. Jules-Etienne Bover se destacou nessa estranha arte e ficou conhecido como Juju dos Laçarotes.

O macharal delirava com a moda nova, não tanto pelos efeitos artísticos e estéticos dos laçarotes, mas com a excitante brincadeira de desatar, um por um cada laço daqueles.

A coisa era tão inútil que a moda não durou muito. Juju tentou ser pintor e só pintava pentelhos em primeiro plano. Fracassou nesse novo metiê mas deixou um legado pra uma geração que apareceu 150 anos depois e inventou, baseado nos traços do tal Jules, o fauvismo, aquela técnica de pintura em que as pinceladas parecem fitas coloridas fundidas.

Difícil essa moda voltar assim nos dias atuais porque as mulheres mudaram muito. Mas se houvesse um revertério e por acaso voltasse encontraria uma dificuldade: espaço pra pendurar os laços. A depilação que avançou das virilhas pro centro acabou com essa possibilidade e transformou aqueles antigos capinzais em estreitas, primorosas e delicadas fileiras de pêlos que mais parecem nervosas taturanas.



segunda-feira, outubro 15, 2001



Azul


Cada cor tem seu mistério e matizes, e como na vida, ausência ou ajuntamento colore ou desbota conforme a intensidade da luz. De perto cada cor é uma, mas quando o ar se adensa, seja de perto ou de longe, não importa a cor da cor, a que resulta é azul. Esse é o fascínio, e essa cor me ata.


domingo, outubro 14, 2001



Teorias inúteis

Toda teoria que invento não resiste ao menor sopro do vento. Meu consolo é que as outras todas que pululam por aí quase não têm consistência e são do mesmo quilate, se esboroam pelo ar com a maior facilidade porque se sustentam mesmo é somente na rasa lógica da ida. Na ardilosa, intricada e escorregadia lógica invertida da volta empacam e não se comprovam. Teoria pra não ser troncha tem que transitar com desenvoltura no fluxo e na contra-mão lubrificando os contrários.

Esse blá todo aí em cima é só pra justificar uma prática que poderia se transformar numa lustrosa, tola e inútil teoria. Mas pelo menos nasce de um avesso comprovado.

Pois sim, tava eu aí nesses rolês motorizados que esses feriados compridos me possibilitam por essas trilhas virgens de dunas, barrancos e lamas quando dou de cara, numa pousada, com um grupo da andarilhos peregrinos que rumavam em busca de um santo graal tupiniquim. Grupo heterogêneo de gentes, de gênero e idades diferentes, como diversificado era o nível social e intelectual. Eles já haviam caminhado uns 80 quilômetros e ainda faltavam uns 30 pra chegar no tal santuário (há uma rede de trilhas e pousadas com infraestrutura pra isso, aqui, em outros cantos do país e no exterior, me informaram uns lá que são useiros e vezeiros nessas caminhadas mundo a fora ).

Num impulso que me remeteu aos meus bravos anos juvenis resolvi acompanhar o grupo. Deixei meu 4x4 estacionado ali e me mandei a pé com o povo. Grandes papos, nada de religião, só miolo de pote (água, pra quem não conhece a expressão), só conversa mole, nada de papo-cabeça. Já tava meio cansado dos solavancos anteriores, do motorizado, e cheguei lá foi quase esgotado. Olhei pro santo e pras pessoas e percebi que elas tinham uma fé danada. Me senti meio deslocado ali. Voltei de carro até o ponto de partida, peguei o meu e fui pra casa, onde cheguei com o corpo moído e a alma em pandarecos.

Ah, a teoria. Minha conclusão a respeito de descanso agora tá completa. Se você pretende descansar, aliviar mesmo a fadiga do corpo e da cuca, primeiro tem que deixar o esqueleto totalmente exausto, porque assim o juízo fica demente aí o repouso tende a ser absoluto. Só que dá uma canseira doida. Elementar e pífia, né?



quarta-feira, outubro 10, 2001



Lá pra trás e hoje o povo é um

Esse bicho aí era um religioso, um frei da Ordem Beneditina ali de Portugal, e tava mais a fim dos prazeres da vida mundana, das delícias das sacanagens terrenas que da salvação eterna. No seu leriado barroco confessava aí seu desengano com uma donzela ingrata.

Frei Jerónimo Baía, famoso na corte daquele tempo, escreveu essa poesia por volta de mil seiscentos e cinqüenta e qualquer coisa, e convence a gente que, independente do tempo, qualquer desventura é uma. E disse lá no seu simbolismo mineral o mesmo que diria hoje um desventurado no amor.

Madrigal a uma crueldade formosa

A minha bela ingrata
Cabelo de ouro tem, fronte de prata,
De bronze o coração, de aço o peito;
São os olhos reluzentes
(Por quem choro e suspiro,
Desfeito em cinza, em lágrimas desfeito),
Celestial safiro;
Os beiços são rubins, perlas os dentes;
A lustrosa garganta
De mármore polido;
A mão de jaspe, de alabastro a planta.
Que muito, pois, Cupido,
Que tenha tal rigor tanta lindeza,
As feições milagrosas,
Para igualar desdéns a formosuras,
De preciosos metais, pedras preciosas,
E de duros metais, de pedras duras?



terça-feira, outubro 09, 2001



Alvo

Se premedito um sacolejo pras bandas de lá, dali, quem termina sacolejado quase sempre sou eu. Se mando uns tirombaços travestidos de torpedos abarrotados de paixão, de desejo ou de amor todos ricochetam em algum canto ou lugar, batem e voltam e me atingem em cheio, parece até que a culatra é a saída do cano.

Preciso reformular minha crença nessa metáfora bem sucedida do coração, essa que coloca o bicho como repositório de todas ternuras e agruras que agoniam a gente. O diabo é que já tentei, mas como ele pulsa com ritmo ou arritmado, bate mais forte e acelera conforme os sentimentos explodem, a crença não se destrói. Daí eu continuo assim, mais alvo do que gatilho.


sábado, outubro 06, 2001



Afrodisíaco

Parece que toda certeza esbarra mesmo é na dúvida que cada certeza cria. E uma certeza provada, ou assim considerada, uma que o povo tinha era que o medo broxava. Pois desconsidere daqui pra diante e pra sempre que o pavor é broxante, porque ao contrário disso, paúra é na verdade excitante e deixa todo mundo doidão e na maior fissura, a fim de uma comilança querendo um vuco-vuco.

É o que diz esse povo, esse das psicologias, esse que tem a mania de escarafunchar o que se passa e o que vai nos quadrantes do quengo de cada um e de todos pra depois espalhar por aí que todo mundo age igual ou parecido.

Depois daquele alvoroço aéreo ali pras bandas do norte, aquele das torres gêmeas e os demais e do fuzuê resultante, a fodelança aumentou, tá todo mundo faceiro e já se espera pra daqui a nove meses um aumento na tal taxa de natalidade de lá.Tá tudo aqui nessa matéria.

Pois sim, seguindo essa lógica aí, quando pintar uma ameaça, um fastio no parceiro ou na parceira é só provocar um susto que é capaz de tudo voltar ao normal.


sexta-feira, outubro 05, 2001



Volare

No ar me embaraço
e não há bico, pena ou asas
e me convenço, não sou pássaro.

No chão me falta espaço
e travo a boca, pés e braços
e me pergunto: sou um pássaro?

quinta-feira, outubro 04, 2001



Efêmera

Fugaz, ela passou como um bólido,
arrebentou minha inércia
e me deixou zonzo feito um bêbado.

quarta-feira, outubro 03, 2001



Abissal

O maior dos precipícios
não cabe nem caberia
nesse espaço nesse vácuo
nesse vão desmesurado
que cada alma esconde
e que não tem fim nem início.

segunda-feira, outubro 01, 2001



Enquadrando a fornicação

Teve um tempo que os sábios sabiam pouco sobre os mistérios das coisas das ciências e aí se danavam a querer justificar os fenômenos através de lógicas tão tronchas que deixavam era o povo zonzo. Pois Francisco, o tal Núñez de Coria, médico e tratadista espanhol era um desses. O bicho escreveu em 1572, em castelhano (arcaico), Tractado del uso de las mujeres, uma espécie de guia sexual que tinha pouca ciência, muita heresia, forte influência da igreja no sentido de frear a fornicação e a fodelança e um enorme preconceito contra as mulheres, a começar pelo título.

Lá o bicho diz que o coito desmesurado faz mal a saúde, mas moderado é bom porque expele o supérfluo do homem e ainda serve pra reprodução; indica a época do ano mais apropriada pra prática desse ajuntamento macho/fêmea; informa que a ereção é resultado das ventosidades internas provocadas por certos tipos de alimentos (e aconselha os religiosos e quem quiser se manter casto evitar tais iguarias); que o homem trepa com fúria e tem gozo intenso, mas na mulher o gozo é maior porque é extenso e que o apetite sexual delas é insaciável, seja ela formosa ou não; que o homem só dá no couro se tiver determinada compleição física, e o esperma é a essência mais pura do sangue e as formas lícitas de evacuação se dão pelo coito, suor e urina, e quanto mais se usa mais descolorido ele fica. Ainda fala dos orifícios estreitos das donzelas na sua juventude, de fricções, de umidades, de enfiamentos e dos bagos externos masculinos e dos femininos que são internos, suas vantagens e desvantagens e coisas assim.

E pra fixar o perigo que são as mulheres diz que as éguas chamam os cavalos com seus relinchos, a vaca dá uns bramidos pro touro e nas humanas criaturas a atração é por via da luxúria. E cita um provérbio de Salomão, aquele outro sábio, este “ três coisas são que nunca se fartam: a boca do inferno, a vulva e o fogo”.

Ainda trata dos banhos, sono e digestão. Os capítulos tão dispostos assim:

CAPITVLO 1. En el qual se declara, que cosa sea el coyto, o acto venereo, y si la delectacion del tal acto sea mayor en la muger que en el varon.

CAPITVLO 2. En el qual se declaran las vtilidades y prouechos que se siguen del moderado ayuntamiento con las mugeres, y delos daños y males que se siguen de dexar la tal obra, a los que estan acostumbrados a ella.

CAPITVLO 3. Delos daños y males del superfluo vso del coyto y luxuria.

CAPITVLO 4. En el qual se demuestra que tiempo del año sea dañoso para el coyto y a que complexiones mas dañe.

CAPITVLO 5. A que conplexiones y naturalezas de hombres mas conuenga el coyto moderado, y a quien menos haga daño el desmoderado y desordenado, y que hombres sean aptos para casados, y que hombres no.

CAPITVLO 6. En que tiempo del año, y en que hora mas conuenga el debito, o coyto.

CAPITVLO 7. De que cosas se deuen guardar los religiosos y varones que quieren guardar la castidad.

CAPITVLO 6 [8]. Que es lo que deuen hazer los que quieren no ser molestados, ni fuertemente tentados de la carne.

CAPITVLO 9. Que tracta de los vaños que cosa sean que condiciones ha de guardar el quevuiere de entrar enel vaño.

CAPITVLO 9 [10]. Del vaño de agua fria y de sus vtilidades y prouechos, y quienes se ayan de vañar en el, y en que tiempo y hora.

CAPITVLO 8 [11]. Que cosa sea sueño, y como sea necessario y dende proceda, y como conuenga para bondad de digestion.

CAPITVLO 11 [12]. Quales sean las vtilidades y prouechos del sueño templado y de sus daños quando es desmoderado y superfluo.

CAPITVLO 12 [13]. A que hora se deue dormir, y en que
disposicion de cuerpo, y sobre que parte del cuerpo.


Parece que surgiu como contraponto a um outro tratado anônimo chamado Speculum al foderi. Bom esse.