domingo, fevereiro 28, 2016

Afannare Corruptio


Corrupção é um vírus? Se de fato fosse, o vetor osmótico bem que poderia ter esse nome aí em cima.

É um “bicho” inclassificável, não voa nem caminha mas tem uma mobilidade a jato, incha os bolsos, destrói consciências e vicia como as drogas mais viciantes. Provoca ainda degradação moral, mas só quando identificado e descoberto.

A ambiência propicia para seu desenvolvimento e deleite é o lamaçal das relações espúrias do poder publico com o privado e suas variações (publico/publico, privado/privado, etc), o seu fermento é a impunidade.

Moralidade e decência são vacinas preventivas e naturais. Aqui neste nosso patropi tá virando pandemia que nem Zika, Chikungunyia e Dengue e as consequências tem sido devastadoras, tanto as provocadas pelos mosquitos verdadeiros, quanto pelo pretenso afannare corruptio.

domingo, janeiro 31, 2016

A guerra das guerras


Todo mundo sabe das tendências belicosas da chamada espécie humana. Isso porque desde o aparecimento dos primeiros humanoides as escaramuças entre semelhantes viraram rotina que viraram guerras. E através dos tempos guerras terríveis mataram tantos milhões de gentes  que não dá nem pra contar, até porque nem há registros de todas nem das perdas das vidas, nessas insanidades guerreiras.

Mas quero remeter essa prosa é pra outro tipo de guerra, que também preocupa muito, provavelmente a maior de todas a guerras : a dos vírus e bactérias malignas contras as vivas criaturas, e dentre elas, a humana. 

Igualmente, vem dos primórdios das vidas, e não se sabe ainda a origem exata dessas pragas letais. Sorrateiros, esses "bichos" invisíveis devastam, indiscriminadamente, seres vivos dos ditos reinos animais e vegetais em tudo que é canto deste tresloucado planeta terra.

É paradoxal! Quanto mais conhecimentos científicos se acumulam mais aparecem vírus e bactérias novos ou derivados. Não se sabe o que evolui mais rápido, se nós ou eles.

O povo das ciências argumenta que sempre falta recursos pra pesquisa e tal, daí talvez seja ingenuo pensar que, se parte dos recursos financeiros e humanos desperdiçados nessas guerras convencionais pelo poder transitório fossem destinados a combater esse flagelo, freassem um pouco mais, essas constantes ameaças pandêmicas que nos afligem de vez em quando.