terça-feira, setembro 17, 2002
Absinto
Se eu fosse de beber em demasia e tomasse o último gole como quem toma o primeiro e bebesse todas como quem não bebe nada. Se fumasse, tragasse tudo, e a fumaça sempre me desse a ilusão de bruma pra que meus pulmões agüentassem as refregas dessas noites fumadas, e se a folia fosse o meu único consolo tomaria emprestado de Bandeira, aquele Manuel, que mesmo tísico gozou a vida e morreu de velho, esses versos de Bacanal e cantaria com muita força toda vez que caísse na gandaia.
Quero beber! cantar asneiras
No esto brutal das bebedeiras
Que tudo emborca e faz em caco...
Evoé Baco!
(...)
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