segunda-feira, setembro 30, 2002
Os presságios
Cadê os búzios, o tarot, as linhas das mãos, a cigana, cadê o tambor? Onde a leitura dos astros, aquela que me dizem, mostra os rastros? Que rumo o fogo aponta na simpatia das águas? Não há respostas. Tudo turvo, nada dito, vagas promessas perdidas em forma de soltas palavras.
Nenhum mísero sinal, nenhum. Nem sequer de primitiva fumaça. Nada. Só falta agora acionar o infalível oráculo, mas temo que também falhe, como sempre tem falhado.
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