sexta-feira, junho 21, 2002
Beat
Esse cara era daquela geração, aquela beat, que deu um peteleco no conformismo e inventou a contracultura e provocou o maior rebu na estética da literatura americana ali do norte e que respingou no resto do mundo.
A partir deles o babado comportamental deu um salto, embora consumissem anfetaminas e outras drogas como quem bebe água, eram ativistas civilistas e quebraram o maior pau pra legitimarem a inserção social e plena cidadania dos negros, mulheres, homossexuais, deficientes físicos e tudo o mais que era considerado de terceira classe e tal.
Quase todo mundo passou a escrever diferente depois deles. Taí um dos:
Arte É Ilusão, Pois Eu Não Ajo
Fico ou Parto - com constante alegria
Meus pensamentos, embora céticos, são sagrados
Santa prece para o conhecimento ou puro fato.
Então enceno a esperança de que posso criar
Um mundo vivo em torno de meus olhos mortais
Um triste paraíso é o que imito
E anjos caídos cujas asas perdidas são suspiros.
Neste estado não mundano em que me movimento
Minha Fé e Esperança são diabólica moeda corrente
Em mundos falsificados, cunho pequenos donativos
Em torno de mim, e troco minha alma por amor.
( Allen Ginsberg)
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