segunda-feira, março 05, 2001
Rococó (qualé, malvadeza?)
O imperador da Bahia e grão-vizir do senado, aquele lá, o Toninho malvadão, tá no poder há tanto tempo e tão habituado a isso que não quer largar o osso, e não engole a derrota de seu candidato à presidência do senado e a conseqüente perda de um naco desse poder. Pois bem, o bicho tá cuspindo fogo, esculhambando o governo e dizendo que todo mundo é corrupto, ladrão e tal. Ele tá lá desde o começo, indicou seus cupinchas e diz que sabia das maracutaias faz tempo. Qualé a tua malvadão? Se sabia devia ter dito logo que soube. Não dá pra pintar agora como o cara mais honesto no meio dessa raça fuleira que são nossos políticos.
Mas o que me chamou a atenção foi o estilo rococó dele num artigo que escreveu ontem na Folha. Olhaí o que ele diz se referindo a alguns membros do governo: “...Pago, enfim, o elevado preço do pelourinho político por ter pedido o pelourinho moral para a súcia vulturina, porcina e murídea -três locuções adjetivas com que os latinistas brasileiros costumam designar os abutres, os porcos e os ratos- que há pouco se acercou do presidente da República...” Faltou dizer também em que espécie ele próprio se enquadra. Arre égua!!!