quarta-feira, julho 22, 2015



A legião de imbecis segundo Umberto Eco


Assim nos conceitos gerais, o povo mais ignaro, esse que não teve instrução formal (por culpa de quem não proporcionou – seja o estado ou a família) é nominado analfabeto. Ok.

Os que tiveram a oportunidade de aprender a ler e escrever, mas são incapazes de interpretar o que leem são conhecidos como analfabetos funcionais. Ok.

E tem os que sabem ler e escrever, até entendem o que leem, mas não se aprofundam nas leituras das letras das filosofias, literaturas e de outras ciências e tudo o mais que consolida uma cuca capaz de discernir, tendem a simplificar tudo, e como tem acesso a internet opinam sobre quase tudo que pinta nessa rede. Esses são imbecis. Ou compõem a legião de imbecis conectados. Ok?

Pois é. É o que se depreende da fala do Eco, o grande Umberto , o cara das semióticas, linguísticas e filosofias, escritor de obras magnificas, tarado pela idade média. Um erudito de marca maior.

Critico do papel das novas tecnologias no processo de disseminação de informação, tascou isso aí quando recebia um titulo de doutor honoris causa da Universidade de Turim lá pelo dia 10 de junho de 2015:

“A mídia social dá o direito de falar a legiões de idiotas que antes conversavam apenas no bar depois de um copo de vinho, sem prejudicar a comunidade. Eles eram rapidamente silenciados, e agora eles têm o mesmo direito de falar de um Prêmio Nobel. É a invasão dos imbecís.”

Deu o maior fuzuê. Concorda ou disconcorda?

(Diga-se, a bem da verdade, que ele fazia, no contexto, a defesa da imprensa profissional, com a utilização de critérios na difusão de informações.)

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