Tempo, tempo, tempo...
A raça humana é esquisita mesmo e, por conta desse privilégio estranho de pensar e raciocinar, desenvolve manias, inventa coisas, ritualiza. Medir, pesar, contar e mais um monte de estranhices fazem parte desse rol de maluquices que os bisbilhoteiros da mente alheia, esse povo que tem por ofício fustigar os baratos das cucas ditas perturbadas, classifica de transtornos e tal (mas eles também não escapam disso! Pra mim, dado que isso seja verdade, todo mundo é transtornado).
Tenho cá comigo a desconfiança que até agora uma das mais extravagantes experiências humanas é essa de querer controlar o tempo, apartando o bicho em frações de segundo, hora, dia , mês, ano. Uma vã tentativa de estancar o tempo, não deixar que ele escapula. E visto assim, em escala reduzida de mês e ano, parece mais fácil suportar o desgaste que ele provoca nos ossos, na pele, na alma e em tudo mais.
O ritual, até certo ponto primitivo, da passagem de ano se enquadra nessa estapafúrdia teoria que tô desenvolvendo aqui, pois dando-se um chega pra lá no ano velho e louvando-se o ano novo que chega (e isso ta carregadinho de simbologias velho/novo, mas isso é outra conversa), tem-se a ilusão do recomeço, quando a verdade cruel é que do grito primal ao berro derradeiro do estertor da morte não há essa divisão física, biológica. O tempo é um e monotamente linear
Fui tétrico?
Independentemente de isso ser verdade ou balela, quero desejar mesmo é que todos tenham um belo ano pela proa.
Tenho cá comigo a desconfiança que até agora uma das mais extravagantes experiências humanas é essa de querer controlar o tempo, apartando o bicho em frações de segundo, hora, dia , mês, ano. Uma vã tentativa de estancar o tempo, não deixar que ele escapula. E visto assim, em escala reduzida de mês e ano, parece mais fácil suportar o desgaste que ele provoca nos ossos, na pele, na alma e em tudo mais.
O ritual, até certo ponto primitivo, da passagem de ano se enquadra nessa estapafúrdia teoria que tô desenvolvendo aqui, pois dando-se um chega pra lá no ano velho e louvando-se o ano novo que chega (e isso ta carregadinho de simbologias velho/novo, mas isso é outra conversa), tem-se a ilusão do recomeço, quando a verdade cruel é que do grito primal ao berro derradeiro do estertor da morte não há essa divisão física, biológica. O tempo é um e monotamente linear
Fui tétrico?
Independentemente de isso ser verdade ou balela, quero desejar mesmo é que todos tenham um belo ano pela proa.


Nenhum comentário:
Postar um comentário