terça-feira, janeiro 28, 2003



Gilgamesh


(...) Não existe permanência
 Por acaso construímos nossas casas para sempre?
Para sempre selamos um contrato?
Irmãos mantêm unida uma herança para sempre
Ou o período de cheia de um rio dura para todo o sempre?
A crisálida da libélula solta sua larva
E vê o sol em toda sua glória somente por um dia
Tudo passa, nada permanece
As feições de um homem adormecido são diferentes
das de um homem morto?
Ou existe alguma diferença entre o servidor e seu amo
Depois que ambos não vivem mais? (...)


De Épico de Gilgamesh, um texto sumério, ali das velhas Babilônias, antigo que só (cerca de 4.700 anos) e provavelmente o mais antigo que se conhece, mas com verdades crueis que o tempo não desmentiu.