terça-feira, julho 30, 2002



Par

Da natureza das coisas sei pouco, quase nada. E cá, na minha antropossófica ignorância, tenho pra mim que a alma de cada um de nós é roliça, sem quinas ou portas de entradas e saídas definidas, assim que nem um grande desvão descerrado que agasalha tudo: as boas coisas e as nem tanto também. E é lá que as conjuminâncias entre as criaturas se processam e se dão, independentemente das resistências das lógicas burocráticas da razão ou dos impulsivos e anárquicos mandos do insensato coração.

Daí penso que, longe e livre dessas naturais e impertinentes interferências, essas da razão e do coração, as almas de uns e outros se buscam e se sincronizam nas afinidades refletidas e quando o resultado dessa confluência gera um par, então não tem nada no mundo que impeça essa junção ou que aparte essa parelha.



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