terça-feira, julho 16, 2002



Eternizar

Vez por outra pinta um sábio propalando o fim de algo. Já decretaram o fim da história, da filosofia, do livro em papel, do cinema, do romantismo, do mundo e de mais um montão de outras coisas que permanecem ativas pra desespero e desmoralização de quem propôs.

Pra que ninguém mais pague o mico de se estrepar prevendo a extinção disso ou daquilo, nem sobrecarregue os neurônios com intermináveis e ridículas polêmicas, talvez fosse mais sensato propor uma singela e definitiva coisa: o fim do fim.

Isto posto, no lugar de fim o mais apropriado seria recomeço.

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