domingo, maio 19, 2002
Voar
De que mar sopra essa brisa que agora em mim me bate e me fustiga? Que mítica miragem é essa que me aflige, assim alada e grávida, e teima em me tirar desse limbo que vez por outra a mim mesmo me imponho? Em que orla ela se acoita? Em que franja desse mundo habita ou mora? De onde enigmática me enfeitiça?
Não sei, hoje apenas sei que de rosa ela se veste. Amanhã de que cor se vestirá?