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terça-feira, maio 28, 2002
Espelhos
Taí o Borges com os seus labirintos e na sua recorrente lembrança dos reflexos dos espelhos, aqueles que seus olhos um dia deixaram de ver, mas que sua alma sempre via.
Yo que sentí el horror de los espejos
no sólo ante el cristal impenetrable
donde acaba y empieza, inhabitable,
un imposible espacio de reflejos
(...)
Espejos de metal, enmascarado
espejo de caoba que en la bruma
de su rojo crepúsculo disfuma
ese rostro que mira y es mirado
(...)
infinitos los veo, elementales
ejecutores de un antiguo pacto,
multiplicar el mundo como el acto
generativo, insomnes y fatales.
(...)
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