sábado, maio 25, 2002



Asas da paixão

Nunca sei se cada espaço que se abre em minha frente é planície ou precipício. Mas o meu falho instinto mesmo assim me impulsiona, empurra e me convence a encarar como se nada nesse mundo fosse movediço. E pra não cair logo de primeira nessa imensidão desconhecida invento vôos, e no meio deles quase sempre minhas asas são tolhidas por outrem ou por mim mesmo, e quando isso ocorre invariavelmente eu caio e me espatifo seja esse espaço uma campina plana ou um abismo.