terça-feira, maio 07, 2002
Adicto
Assim, de corpo presente, meus olhos nunca miraram, meus dedos não apalparam, minha boca não sabe o sabor, a voz se modula na imaginação e o cheiro minha intuição assegura ser bom. Sei poucas coisas, mas sei que o testemunho dos sentidos tem a serventia de dar consistência ao querer, e quase sempre dá. Mesmo com a ausência disso tudo a lembrança dela é uma constante em mim e ocupa todos os espaços do meu corpo franzino: do dedão do pé ao quengo.
Não esquecer tem cura?