sexta-feira, março 15, 2002


Paradoxo

Aqui é a casa do sol, lugar onde ele decide os solstícios e equinócios. O bicho mora o ano inteiro por essas bandas de cá e bronzeia o povo todo compulsoriamente por incidência ou mormaço. Tão exibido e constante que nem os nossos albinos conseguem ser branco total. A salvação é a brisa permanente que ameniza a quentura e cria a ilusão que ele não existe e seja percebido apenas pela intensa claridade que provoca.

Pois sim, eis-me cá, nessa propalada terra do sol, paradoxalmente agarrando com toda força e vontade uma fina réstia, um raio desse sol de um outono que promete outonar. Seguro com jeito e carinho pra que não escapula, não se mande, não se vá por entre meus dedos.