terça-feira, janeiro 22, 2002



Impertinências

Herético por herança, vez por outra trombo com o povo que cultua a natureza, esse que fala da sua perfeição. Pra mim, ela ainda falha na combinação dos cromossomos, na sincronia dos neurônios e na sintonia corpo-mente e também num porrilhão de outros trecos complicados que nos compõem e tudo isso termina mesmo é por provocar muita trepidação no dia-a-dia das gentes.

Falhou na tentativa de nos fazer eternos e, zonza, só conseguiu produzir seres mutantes que nem nós e o resto, simples espécies cuja perfeição de funcionamento tá é longe de chegar

E o resultado dessa cruel doideira é sofrimento de todo naipe que as ciências (também subprodutos da natureza) tentam amenizar. Aí na busca das curas a medicina tateia e a química devasta. A medicina patina entre o avanço e o atraso e corre atrás de consertar os lapsos da natureza, e perplexa, nomeia mal as enfermidades com nomes tão terríveis que nos deixam mais doentes ainda. E a química é que nem um franco atirador que ora acerta, ora resvala.

Pra não dizerem que sou pessimista confesso que tenho uma certa esperança que tudo isso aí em cima se acerte pra melhorar a nossa escassa felicidade humana. Pois sim.