segunda-feira, dezembro 17, 2001



Isso ou aquilo

Não quero ser que nem uma estátua viva, truncada pela completa inação, como essas que se pintam de cor de bronze ou de prata e ficam paralisadas no meio da multidão com os músculos apáticos, como se tivessem morrido ou inoculado curare.

Quero nervos e músculos ativos, miolos fervendo, sangue nas veias, olhos atentos e poucos sobressaltos nas coisas de amar. E se o amor é mesmo amor resulta nisso. Se for fugidio ou desertor resulta naquilo.