sábado, dezembro 15, 2001



Desvão detonado

Cada um tem seu desvão, como se fosse uma escada cujos degraus não se ligam. E nesse espaço isolado uns se trancam e outros não. Tem gente que mora nele e faz dele seu casulo como bicho-de-seda ou lagarta, e morre lá sem nunca passar de crisálida.

Do meu já saí faz muito tempo, e pra lá não volto mais, porque deixei dentro dele hibernando entorpecidas as angústias que já tive e que hoje não me assolam mais. Certo é que ainda hesito em certas ocasiões, mas do meu desvão me desfiz.