sexta-feira, novembro 09, 2001



Teses ( e os perigos imanentes...)

Nas coisas assim das idéias, nessas das filosofias e também literaturas tudo que é tese me engasga, não passa pelo gogó, e a que passa rumino e em seguida expilo pra não ficar nem vestígio, porque tese contamina que nem bacilo ou vírus e se a resistência for baixa ela fode em silêncio o que de seu você tem.

Um fato...  ( real? comprobatório?)

Foi o que se deu com aquele lá, aquele que aos 19 além de pirar broxou de tanto citar os outros, de contemplar, repetir. E era salteado e de cor que até sua firme alma se quedou abilolada. Empanzinou-se nesse farto e falso banquete das teorias e modismos que é onde se enterra e ressuscita cada ideia e quem a pariu. Só falava o que um já tinha dito e mais-não-sei-quem falou, dava logo a referência acompanhada da síntese.

E nesse parangolé o bicho trincou o juízo, ele não era mais ele, perdeu-se de si e dos outros e nunca mais se encontrou. O infeliz queria ser muitos e terminou sendo nenhum.

Antíteses (exercício de alomorfia...)
  
Gosto das idéias instigantes, das filosofias e literaturas, cito e faço referência. O conhecimento humano evoluiu foi por aí. Considero os tesistas militantes e os avulsos também. E particularmente as teses daquela moça me instigam sempre, e aprecio fundamentalmente as hipóteses que ela desenvolve sobre mim.