terça-feira, outubro 09, 2001
Alvo
Se premedito um sacolejo pras bandas de lá, dali, quem termina sacolejado quase sempre sou eu. Se mando uns tirombaços travestidos de torpedos abarrotados de paixão, de desejo ou de amor todos ricochetam em algum canto ou lugar, batem e voltam e me atingem em cheio, parece até que a culatra é a saída do cano.
Preciso reformular minha crença nessa metáfora bem sucedida do coração, essa que coloca o bicho como repositório de todas ternuras e agruras que agoniam a gente. O diabo é que já tentei, mas como ele pulsa com ritmo ou arritmado, bate mais forte e acelera conforme os sentimentos explodem, a crença não se destrói. Daí eu continuo assim, mais alvo do que gatilho.