sexta-feira, julho 13, 2001
Labareda
A querença é um fogo devastador e que jamais se apaga porque, enquanto se vive, o querer como vontade se perpetua e persiste, muda de alvo, mas nunca tem fim. E quem sacou isso foi Schopenhauer (1788-1860), um filósofo tão pessimista que era azedo, pensava bem, implicava com as mulheres, era agoniado que só e influenciou um monte de outros filósofos pessimistas. Acredito que o bicho queria dizer era mais ou menos isso aí em cima quando afirmou que “querer é sofrer”.
Penso cá que na querença amorosa o paradoxo é maior, a combustão arde mais e parece que não pára, pois se quando se quer ela incendeia, também ela queima do mesmo jeito na hora que não se quer mais. Daí que sou mesmo é uma labareda humana e tô é na fase do querer.