terça-feira, julho 24, 2001



Delírio

Gostar é bom e boa é embriaguez que disso resulta. Esse desejo que da gente não se aparta, a volúpia descompassada no pensamento e na prática, intumescência espontânea nas ditas pudentas partes. Um pé no chão, outro vagueia no espaço. Mão boba, boca que ri com imaginárias coisas. Olhos que cintilam mesmo com a ausência da imagem de quem se quer ou pretende. Narinas sensíveis a todo cheiro no ar. Ouvidos atentos e quase tudo é musical ou é música. E a pele se arrepia mesmo assim sem se apalpar. Coisas de amor e amar.