terça-feira, julho 17, 2001
As delícias do sopro
Vi ontem na televisão um comercial de uma marca de moto (ou é de carro?) que fala da ligação da gente com o vento, e associa isso com o prazer do sopro feminino assim num ferimento do joelho de um menino pra aliviar a dor do remédio, outra pra tirar um cisco do olho de um cara e por ai vai. Aí me lembrei de uma massagem de sopro, altamente relaxante lá nas bandas do oriente. Mulheres treinadas massageiam certos pontos ao longo do corpo das gentes com sopros quase constantes a uma distância mínima da pele. Elas garantem que não tem finalidade erótica e segue lá os princípios da acupuntura. Mas arrepia e é bastante excitante.
A coisa também já incorpora umas modernidades pra atender aos mais tímidos. Como as salas são coletivas, eles podem se submeter às delícias dessa massagem dispensando o sopro das mulheres, optando por sopros mecânicos gerados em compressores, um suave ar-comprimido controlado. Há quem diga que o efeito é o mesmo. Eu digo que não.