segunda-feira, julho 16, 2001


Ali, no infinito

O infinito de cada humana pessoa, tal qual os outros infinitos, é um lugar onde ninguém nunca chega e nem vai poder chegar, porque ele sempre se expande, por necessidade ou defesa, toda vez que se tá próximo. E o que motiva essa tal dilatação é o receio de que o fim realmente seja o fim. E quem desloca esse ponto, cada vez que nele se periga chegar, é a racionalização danada que pra salvar cada um tá sempre ali, astuciosamente presente.

E talvez seja por causa dessa ação maliciosa e autônoma dos miolos de nós todos que as relações entre pares mais naufragam que navegam.