sábado, junho 16, 2001
Taí, o povo das ciências pede perdão
Todo mundo sabe das terríveis experiências científicas com seres humanos realizadas por alguns cientistas alemães durante a segunda guerra. Os judeus foram as maiores vítimas, outros grupos étnicos também sofreram.
Os nazistas utilizaram crianças, mulheres e homens como cobaias humanas e involuntárias, como se fossem ratos de laboratório, nos campos de concentração em experimentos macabros, alguns tão sádicos que parecem desprovidos de qualquer interesse científico.
No dia 7 deste mês, conforme a revista Science Now, a Sociedade Max Planck, a principal entidade científica da Alemanha e sucessora da Sociedade Kaiser Wilhelm, a tal que perpetrou os mais abomináveis estudos na época, iniciou um processo formal de pedido de desculpas aos sobreviventes que não são muitos. Pra se ter uma idéia da dimensão do estrago, só as experiências de Joseph Mengele com gêmeos em Auschwitz, envolveram 1500 crianças, das quais somente 200 sobreviveram à guerra e apenas 80 estão vivas.
Falta ainda a divulgação dos detalhes cruéis dessas pesquisas. O pedido de perdão não extingue a culpa, mas o reconhecimento dela, da culpa, já é um avanço nessa luta pela humanização dessa nossa raça animal.