segunda-feira, junho 11, 2001
Piração recorrente
Todo dia eu piro um pouco. Tem dia que piro mais. Hoje parece que pirei total. Os miolos se rebelaram e não atendem aos apelos da dita razão. E fico cá só espreitando, esperando o resultado do conflito dessas minhas duas incompatíveis bandas: a contida que reclama e a maluca que inflama. Pois sim, já devia até ter me acostumado com essas contendas internas e cotidianas, que não são de hoje. A de hoje é sobre as delicadas coisas das querenças.
A banda que se diz boa sugere que eu me resguarde, que me segure pra não cair depois numa boca quente, dessas que deixam a gente remoendo sozinho as dores que quase sempre isso pode provocar, principalmente se o querer não tiver correspondência no lado de lá e tal e blá... A doidonda rebate e insinua que o querer é cego e qualquer norte que não seja ditado pelos instintos não vale a pena seguir, e se acovarda quem não corre atrás e foge do risco de se apaixonar e tereré e tarará...
Tá. Quando essa peleja terminar decido que rumo tomar. Isso se essas piradas bandas deixarem.