quinta-feira, junho 14, 2001


De olho nos grilos

Na época em que De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick, foi exibido nos cinemas não fui ver. Somente ontem vi em vídeo. Kubrick é um dos pouco diretores americanos que eu gosto e de quem pode se dizer que deixou obras e não produtos, como é comum na tal indústria cinematográfica de Hollyood.

Esse filme tá longe de obras como 2001- Uma Odisséia No Espaço, Doutor Fantástico ou Laranja Mecânica, mas ainda assim tem a marca dele, embora ele tenha morrido sem conclui-lo. Aborda a onipresente encucacão dos viventes humanos. É um filme repleto de fantasmas e grilos atormentando um casal. Ela grilada por uma transa não transada com um estranho que viu uma única vez. Ele cheio de fantasmas dessa transa imaginada tenta dar o troco imaginando que numas aventuras se quitavam. Bom filme. A conclusão deles, no final, sugerida por ela ( pra espantar grilos e fantasmas), é que o pra sempre não existe, e que eles precisavam mesmo era do que estava faltando entre os dois: trepar. Nada mais Kubrick e terapêutico pra casos assim.