quarta-feira, maio 02, 2001


Dos movimentados movimentos

Já repararam que tem movimento pra tudo quanto existe nesse mundo? Pois tem.

Há o movimento dos que têm, dos que querem ter e dos que nunca vão ter. Das que deram, das que querem dar, das que não encontram pra quem dar. Das descabaçadas, das de cabaços de ouro, essas virgens empedernidas e até o estranho e quase improvável movimento das meio-cabaços. Tem o dos que querem trepar de ponta cabeça, dos que querem e não têm com quem, dos broxas, dos razoavelmente potentes e dos que pensam que são potentes. Tem o movimento dos unidos na suruba, do(a)s punheteiro(a)s solitário(a)s e do(a)s coletivo(a)s siriricas. Movimento das que dariam pra não sei quem, dos que comeriam uma tal fulana, das engulidoras de gosma, o das cuspidoras e também o das bebedoras gulosas. O dos felas, das mães e dos pais. O dos paus ocos, e das ocas dos paus.

O bom disso é que são democráticos, abertos, adere quem quer e gosta. Nada contra nenhum deles.

Tem até uns esquisitos tipo sem terra, sem teto, sem porra nenhuma. Mas esses não empolgam muito porque seus membros geralmente são feios e parece que incomodam pra cacete.

Todos os movimentos são válidos, desde que realmente se movimentem. Ah, ainda tem outros movimentos tipo pra frente, pros lados, pra cima, enviesado. Mas penso que de todos os movimento o mais abrangente que há é o circular. Embora pareça limitado, ocupa tudo que é espaço conforme o raio se expande. Esse é o movimento!